
Goiás enfrenta a maior epidemia de dengue de sua história. A afirmação é da superintendente de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Spais) da Secretaria de Estado da Saúde, Elizabeth Araújo, que apresentou ontem, em entrevista coletiva, os números da dengue em Goiás.
A epidemia é a maior não só em número de casos. O mais grave é que o número de mortes decorrente da dengue, seja por complicações ou febre hemorrágica, dobrou nas 32 semanas epidemiológicas de 2010 (até 14 de agosto), comparando com o mesmo período de 2009.
Confirmados
Até agora, 56 mortes por dengue já foram confirmadas, contra 28 de 2009, e 37 continuam sob investigação. "Esse número já é grande. A maioria dos óbitos ocorreu nos quatro primeiro meses do ano, entre janeiro e abril", afirma.
Elizabeth Araújo assinala que é preciso reforçar as ações de combate à dengue agora, durante o período de seca, para que a chegada das chuvas não promova uma explosão de casos, que estão se tornando graves.
Segundo avalia, houve um certo relaxamento no controle até mesmo por conta do pensamento de boa parte da população que considera a dengue uma doença branda, tratada com paracetamol e água.
A superintendente ressalta que é preciso mudar esta mentalidade e reforçar os cuidados com o ambiente, visando eliminar os criadouros do mosquito transmissor da doença.
Conforme sustenta, apenas a parceria efetiva entre poder público e população permitirá vencer esse desafio.
Elizabeth Araújo destaca que, na segunda-feira, os prefeitos dos 21 municípios com maior número de casos da dengue no Estado vão se reunir com a secretária de Saúde, Irani Ribeiro, para definir e estabelecer estratégias de controle e combate. Ela destaca a importância da participação dos prefeitos, já que serão tomadas decisões importantes para o enfrentamento da epidemia.
Estratégias
Uma dessas estratégias já está definida e começa a ser colocada em prática em outubro, que é a capacitação de profissionais. Até a primeira quinzena de dezembro, diz, cerca de 800 médicos terão sido capacitados para detectar e tratar precocemente a dengue.
A superintendente afirma ainda que é preciso preparar a rede de atenção básica para receber e tratar os pacientes. "Existe algo errado. Se diagnostica e acompanha o paciente corretamente, ele não vai morrer. Não adianta agora falar de números, é preciso correr", pondera.
O manejo ambiental, via mutirões de limpeza, diz, precisa ser adotado imediatamente nos municípios. Goiás continua entre os cinco Estados brasileiros com maior número de casos da doença e enfrenta a maior epidemia de dengue de toda a sua história.
Elizabeth convoca a população a adotar os cuidados e eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que tem se reproduzido em caixas dágua, piscinas não-tratadas, cisternas abertas e bueiros.
Além disso, orienta que o atendimento médico seja procurado ao primeiro sintoma, que inclui febre, dor de cabeça e dor no corpo.
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